terça-feira, 16 de outubro de 2012

 
Um amor lusitano...
À semelhança de todos os casais deste ano, este casal foi, também, muito especial. Conhecer a Patricia e o Arnaud, foi muito divertido. Já vos dei a conhecer o noivo mais nervoso, neste caso é foi o noivo mais interventivo na organização do seu casamento. Foi muito engraçado, porque como já se deve ter percebido a Patricia é portuguesa e o Arnaud é francês (...mesmo francês) e não falava nada em português, daí que os nossos encontros tinham sempre tradução bilingue (....eu não percebo nada de francês!). Ambos tinham ideias já muito definidas do que queriam, emboram me deixassem "criar". Foi muito caricato, conversar com os dois ao mesmo tempo era qualquer coisa do tipo..."não estou a perceber nada", muitas vezes através dos gestos das mãos lá se conseguia perceber...mas com a ajuda de todos (pai, mãe, cão, gato....) tudo era muito mais fácil!
Por falar em pai e mãe...voltemos ao início! Os pais da noiva, pessoas por quem eu sempre tive estima e simpatia, foram os mediadores perfeitos para toda a preparação do casamento da sua filha! A primeira vez que conheci a Patricia, uma das primeiras coisas que me disse foi que não era muito da sua vontade fazer a festa do seu casamento no Santuário de Nossa Senhora da Cabeça, em Nogueira, porque era uma sala que normalmente só é usada para a festa desta Santa e que não conseguia imaginar a mesma de outra forma. Só para ter uma ideia, a ideia inicial dela era revestir todo o tecto com tecido,como se de uma tenda se tratasse! No minímo engraçado, não?! Ao contrário do noivo, que fazia questão de fazer a festa naquele local... (note-se que eles estavam sempre de acordo!). Cabia-me a mim fazer com que o salão ficasse, de facto, diferente do que seria normal. Ambos queriam que tudo corresse bem, e que os convidados (principalmente os da família do noivo) ficassem surpreendidos. Depois de organizar tudo (aluguer de todos os equipamentos: mesas, cadeiras,atoalhados, loiças, talheres, copos....enfim, tudo!), tinha-se que colocar tudo no seu devido lugar para que tudo ficasse perfeito. Depois de muito trabalho, muitas idas aqui e ali, eis o resultado final: Surpreendente! De todos os casais, foram os que tiveram a reacção mais emotiva, talvez porque estavam muito preocupados para tudo estivesse bem e, também, porque a noiva fez questão de não ver a sala a não ser depois de casada.
No decorrer do casamento, há dois momentos que para mim são os que me transmitem aquela sensação de "missão cumprida": o 1º é quando vejo a noiva a entrar na Igreja (um momento muito emotivo para mim), o 2º quando "apresento" a sala aos noivos.
Com este casal em concreto, foi qualquer coisa como...bastante molhada! Quando dei por mim estavam ambos os noivos a chorar (mesmo!) e os respectivos pais abraçados uns aos outros...foi qualquer coisa!
Mais uma vez me senti como um elefante em cima de um nenúfar... a levitar!
Um grande beijinho aos dois por serem como são!



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Não há amor como o primeiro...
A história deste casamento foi um feliz acaso...conheci este casal numa tarde de domingo, durante um café enquanto conversávamos sobre o que pretendiam para o seu casamento. Tinham a acompanhá-los a irmã da noiva, que intervinha activamente na conversa opinando e dando ideias ao casal sobre como poderia ser a decoração. Não tínhamos muito tempo para grandes ensaios, visto que estávamos a 2 meses do casamento e eles nem sequer residiam em Bragança, pelo que não havia espaço para muitas reuniões e encontros. Mas logo me senti muito à vontade com eles, pessoas muito educadas e simples, em que tudo o que se ia decindo e propondo ia sendo aceite sem grandes problemas e dramatismos. O tempo corria... restava-lhes confiar em mim e no meu trabalho. Com o decorrer do tempo fiquei a saber que eram conhecidos da madrinha do meu marido, o que facilitou bastante em termos de nos colocarmos à vontade uns com os outros, mas que por outro lado me colocou a fasquia ainda mais exigente: não só tinha que corresponder à confiança que ambos tinham colocado em mim como não queria de todo defraudar pelo simples facto de termos amigos em comum. Bom, tudo se foi desenhando sempre em conformidade com o gosto e maneira de ser e de estar dos noivos, para mim é muito importante a 1ª conversa/reunião, para perceber os gostos das pessoas, quais são as suas expectativas, as suas emoções, o que gostam de fazer, como gostam de estar...gosto de conhecer as pessoas para as quais eu vou ajudar que aquele dia tão importante seja o dia mágico! O dia mágico...para mim é sempre um dia mágico! Não é apenas decoração, é também conhecer pessoas novas e diferentes, é observar e sentir emoções, é sentir o calor das palavras de agradecimento, é sentir os abraços daqueles que nos confiaram um pedacinha daquele dia... Ter conhecido a Anabela e o Pedro foi muito gratificante, são duas pessoas fabulosas e calorosas. Não só porque foram os primeiros noivos de 2012 (para mim), mas porque foi muito fácil lidar com eles: com a Anabela, a simpatia, a delicadeza o sorriso permanente, o Pedro a brindadeira, a boa-disposição, aquela certeza de que tudo vai correr bem (ninguém diria que viria a ser o noivo mais nervoso deste verão....). Finalmente, toca a música de entrada e a noiva entra (linda...) e tudo corre como deveria correr! No fimsão os aplauso e toca a atirar o arroz pra cima dos noivos (que por sinal até aqui se marcou pela diferença a ter arroz lilás)....apartir daqui é festa!
Foi muito gratificante ter conhecidos estes noivos, ter sido a responsavel pela decoração do seu casamento e ter ouvido muitas vezes: Obrigado!
espero que tenham gostado...de mim tiveram tudo o que consegui dar, de mim passaram a ter uma amiga!
Marina Canteiro